Quando a Ciência supera o MacGyver

Muito bom, vale a leitura!

PS.: Agora só desenrolo durex bemmmm devagar!

 
 

via Meio Bit » Meio Bit by Carlos Cardoso on 5/8/10


Existe uma ilusão geral de que qualquer tipo de Ciência mais complexa do que cruzar ervilhas (coisa de colégio, ninguém descobriria nada com isso) exige laboratórios complexos e máquinas do tipo do LHC ou encontradas no porão do Tony Stark.

Não é verdade. É possível fazer ciência com muito pouco. Com álcool isopropílico, gelo seco e papelão você monta uma câmara de condensação, com ela observa partículas subatômicas, raios cósmicos vindos das profundezas do Espaço. Duvida? Assista ao tutorial:

 

 

Um fenômeno mais fascinante ainda é tão assustador que nem MacGyver usou em suas aventuras: Cientistas perceberam que fita durex quando desenrolada com força produzia uma fraca luminosidade. Um estudo mais detalhado mostrou que a radiação eletromagnética era gerada em várias faixas do espectro, incluindo raios-x. 

 

E mais, dependendo da velocidade e da marca da fita, os raios-x atingiam energia de 15 KEv. Não é o LHC, com seus 7 TERA elétrons-volt mas um rolo de fita é tiquinho mais barato que o LHC.

Agora a parte divertida: Ninguém sabe a origem dessa emissão de radiação. Há várias hipóteses mas nada conclusivo. Há até uma ciência especializada em estudar superfícies se esfregando, e por incrível que pareça o nome não é Onanística, e sim Tribologia. O fenômeno rendeu um artigo na Nature, e um vídeo onde os cientistas não só demonstram o fenômeno usando um Contador Geiger, como sensibilizam um filme de raio-x dentário, fazendo uma chapa do dedo de um deles, utilizando raios-x vindos da fita adesiva.

 

 

Raios-X de 15 KEv são energéticos o suficiente para energizar uma reação de fusão nuclear, e em teoria um reator poderia ser iniciado com um rolo de fitas. Claro, isso nem Montgomery Scott, o MacGyver do Século XXIV ousou fazer, pois ele (assim como os cientistas atuais) sabe que precisaria de toneladas de fitas e uma estrutura gigantesca, a energia gasta para girar as fitas seria maior do que a gerada pela fusão de ions de H2 causada pelos raios-x emitidos.

 

Malditas Leis da Termodinâmica.

Mesmo sem nenhum uso prático imediato (ou sequer no Século XXIV) o fenômeno de triboluminescência é fascinante. Mesmo raios-x sendo algo natural, associamos sua emissão com máquinas complicadas e perigosas (2 correto, 1 falso). Descobrir que algo tão mundano quanto fita adesiva é capaz de emitir ondas eletromagnéticas tão energéticas é de virar a cabeça.

Fonte: New Scientist

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