Uns 20 e tantos anos de fotografia.

Desde que eu me conheço por gente, eu gosto de fotos, sempre achei divertido bater fotografias, levar filme para revelar, e ficar folheando álbuns. 

Lembro que quando criança, meu pai me deu, ou melhor, deixava eu usar uma Instamatic da Kodak. Não consigo lembrar exatamente o modelo, mas de todas as fotos e ilustrações de instamatics que achei na Web, a 155X foi a que mais se parece com o que há em minha lembrança, e provavelmente é essa mesmo, já que foi comercializada aqui no Brasil nos anos 80.

Dentre as coisas motivaram meu pai a deixar essa máquina na minha mão, certamente está o fato dela usar filme Kodak 126. Ele vinha numa espécie de cartucho, bastava colocar ele na câmera sem maiores complicações, e depois de tirar as fotos, bastava remover esse cartucho. Nada de ficar manipulando o filme ou rebobinar, realmente muito prático para uma criança de 7 anos. 

Além disso, em casa havia outra câmera para os adultos, uma Yashica MF-3. Uma das maiores lembranças que tenho dessa máquina é o mágico botão vermelho do flash. Na minha cabeça na época, era uma coisa absurdamente fantástica, já que eu já havia sido avisado para não tentar tirar fotos com a velha Instamatic em condições de pouca luz.

Além do botão do flash eu lembro que na lente, a Yashica tinha dois controles. Um era para ajustar a sensibilidade do filme, ainda chamado de ASA, que na época não saia do 100. Outro ajuste se não me engano, eram figuras de sol, sol com nuvens e uma nuvem, que acredito deveriam afetar a abertura do diafragma ou talvez o tempo de exposição. O foco era fixo e o avanço do filme manual, alias, uma engrenagem desse mecanismo foi o motivo pelo qual essa máquina foi abandonada depois de mais de uma década de uso, sendo trocada por outra Yashica, uma MD-90, que não tem nem um pouco do charme e da robustez da antiga MF-3. Essa MD-90 eu ainda tenho, mas não está funcionando.

No final dos anos 90, por um capricho do destino, veio parar na minha mão, emprestada por umas semanas, a primeira SLR que pude usar. Infelizmente não consigo ter certeza do modelo, mas cruzando o que me lembro da câmera, com a época, eliminando alguns modelos que tenho certeza que não são, sobrou a Canon EOS 3000. 

Lembro que nas poucas semanas que estive com esta máquina, gastei meu salário de estagiário inteiro em filmes e revelação. Por nem saber direito o que era uma SLR, quanto mais usar todas aquelas regulagens, acabou que com certeza não aproveitei quase nada do que a câmera poderia fazer, mas mesmo assim, me diverti demais com ela!

Nesse ponto aconteceram duas coisas. Primeiro que não tinha interesse nenhum em comprar uma câmera 35mm genérica ou de foco fixo, e tão pouco tinha dinheiro para comprar uma SLR ou rangefinder. Na verdade não tinha dinheiro para comprar nada.

Até que uma belo dia, calhou de aparecer por um preço de banana minha primeira digital. Praticamente uma toy cam, mas digital.

Essa câmera nem modelo tinha, mas era na veradade uma Vivicam 20, da Vivitar, remarcada pela Clone, que na veradade deveria ser feita aos zilhões em algum lugar na China e repassada para várias marcas genéricas ao redor do mundo. 

A máquina era mesmo de brinquedo. Lente de plástico, nada de tela, apenas um viewfinder marreta e um LCD para contar as fotos. A resolução? VGA (640×480) ou 0.3 megapixel, se preferir. Mas me diverti fazendo coisas desse tipo:


Isso só serviu para atiçar minha vontade de ter uma máquina digital for real. E acabou que em 2004 adquiri esta aqui:

Uma Minolta DiMage X20. O que chamava atenção nessa pequena maquinha era o fato de ter um singelo zoom de 4.8 a 14.4mm, porém sem nenhum movimento externo ao corpo da máquina. O segredo é que atrás do primeiro elemento da lente, ficava um espelho a 45 graus, e todo o movimento acontecia na vertical, e o sensor de imagem ficava no fundo. Com esta Minolta, dava para fazer fotos como essa:


Infelizmente o CCD da Minolta tinha um problema, que no Japão gerou um recall, mas que não aconteceu no Brasil. O sensor era montado em uma base de cerâmica, em vez do tradicional epóxi. Por conta disso ele ficava problemático em lugares com muita umidade, o que é uma constante em cidades praianas. 

Apesar de gostar muito da Minolta, tive que passar para outra máquina.

Dessa vez fui de HP, modelo Photosmart M425, não que era uma câmera ruim, mas também não era boa. Me rendeu muitos momentos de diversão, até que um dia a derrubei. Por conta disso o botão de liga/desliga parou de funcionar e acabei fazendo uma gambiarra para não perder a câmera: Um pequeno furo na carcaça exatamente sobre o microswitch do botão, assim, com um palito, podia ligar e desliga a máquina. Mesmo depois desse problema, ainda consegui tirar fotos assim:

Porém, ligar a câmera desse jeito, e as rachaduras no corpo começaram a me aborrecer, o que me levou a este ano adquirir minha primeira Canon. Um modelo de entrada, PowerShot A480, é verdade, mas em comparação a todas as outras é uma excelente câmera. Sua lente distorce bem menos que a HP, focaliza muito melhor e mais rápido, além da maior resolução.


E ainda possui uns truques na manga, como longa exposição, que permite fotos como essa:

E apesar de tanta coisa ter mudado, uma coisa não muda: Eu ainda sou louco por fotografia!

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