Organização de Negativos, CDs e Arquivos Escaneados

Primeiro, o filme exposto é enviado a um minilab que possui um scanner de negativos. Eu peço para que me revelem o negativo, mas não façam ampliação, e sim simplesmente o escaneiem e gravem num CD. Para mim sai mais barato que fazer a ampliação e tenho a vantagem de trabalhar com as imagens no Lightroom se for o caso. As que eu gosto mais eu peço para fazer a ampliação depois, usando o arquivo digital. Também peço para não cortar o negativo, e o mesmo me é devolvido na embalagem plástica do filme.

Quando trabalhava com digitais compactas, eu simplesmente abria uma pasta com o ano, mês e assunto ou tema fotografado, como por exemplo “2010-07 Passeio em Mongaguá”. Porém eu não tenho o dedo tão nervoso no filme como tenho na digital, e acaba que em um rolo há fotos de várias ocasiões.

Eu poderia simplesmente copiar cada foto para a pasta do seu assunto, junto com as fotos da digital compacta, e pronto. Mas isso tem dois problemas:

1) Por usar filme negativo, as fotos escaneadas normalmente tem as cores bem “xoxas” e sempre jogo um tiquinho de nada de saturação, e além disso uso o redutor de ruído para reduzir o efeito dos grãos do filme. Isso eu tenho que fazer no Lightroom, e outros programas não “enxergam” essas alterações.
2) Eu perco a correspondência entre os negativos físicos, os CDs que os acompanham e a organização no computador

Para resolver o problema, chamei minha esposa, Eliane (que para quem não conhece, é bibliotecária), e chegamos a um jeitinho facinho de fazer e que me resolve esses problemas.

Primeiro, etiqueto cada CD e tubo de negativo com a data e um número sequencial, por exemplo “2010-07-22 – Filme 001”. 
No computador eu criei uma pasta para os 35mm escaneados e dentro dela cada rolo de negativos recebe uma pasta com o mesmo nome da etiqueta. Essas pastas eu importei no Lightroom. Nele eu trabalho o que preciso e salvo apenas os metadados, e nesses arquivos não toco mais.
Em seguida, eu exporto esses arquivos, com a resolução um pouco mais baixa (os arquivos do scanner costumam ficar gigantes) e já com as correções aplicadas. Então esses JPEGs mais leves e já corrigidos eu espalho nas várias pastas cada uma correspondendo ao seu assunto, bem tipo álbum de família. E para manter isso organizado eu uso o Picasa, que além de free também possui uma (fraca) edição não destrutiva. Assim essa estrutura eu replico pela rede no meu notebook e no notebook da Eliane, por dois motivos: Primeiro podemos mostrar nossas fotos para os amigos em qualquer lugar, não só em casa, e segundo, serve como um backup. 
E os CD’s e negativos vão para esse móvelzinho bacaninha que comprei. Falta só um ZipLoc maior para colocar eles dentro com uns saquinhos de sílica para evitar a umidade.

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