Backup: Cuide bem do seus arquivos – Parte 1

O Backup, ou cópia de segurança, é uma as coisas que as pessoas costumam se lembrar apenas na hora do aperto. Como o macaco do carro, por exemplo.

É importante saber que, como já diz o ditado, quem tem um, não tem nenhum. Computadores falham, podem ser roubados, pegar fogo, ou simplesmente a pessoa pode errar e apagar algo que não deveria ter apagado. O fato é que ninguém está livre de perder arquivos, pelos mais diferentes motivos.

 

Por essa razão devemos ter uma alternativa para esses casos. Essa alternativa é o backup, ou uma cópia extra de seus arquivos, feita por segurança. Para muitas pessoas, apenas arrastar os arquivos para um pen-drive já basta como um bom backup. Ou então gravar um DVD também já resolve o problema.

 

Porém, algumas pessoas tem necessidade de esquemas mais elaborados de backup. Aqui vou focar um pouco na minha atual necessidade: backup da fotografias.

 

A primeira característica de qualquer backup é que ele é um retrato dos seus arquivos em um determinado ponto no tempo. Se você fizer uma cópia agora, e trabalhar com seus originais, essa cópia estará defasada, e em caso de perder os arquivos originais, a restauração não vai refletir o seu último trabalho. Dependendo do tempo que passou desde a última cópia, a falta de dados atualizados pode deixar o backup praticamente inútil.

 

Por essa razão, umas das principais variáveis a se pensar em um plano de backup é a frequência com que eles são feitos. Para alguns, que só fotografam no fim de semana, um backup semanal é o suficiente. Porém para profissionais que estão diariamente trabalhando, ter um backup defasado alguns dias já é desastroso, então essa frequência precisa ser diária, ou em alguns casos, mais de uma vez ao dia. Para definir essa frequência, pense consigo mesmo, o quanto é aceitável deixar para trás num caso de precisar usar o backup.

 

Outra variável muito importante quando estamos pensando no backup é o tamanho dos arquivos. Há poucos anos, todas as minhas fotos cabiam em um DVD com uma boa folga. Hoje, com câmeras com maior resolução e o advento dos arquivos RAW, é comum que um fim de semana de fotos ultrapasse a marca dos 10 gigabytes. 

 

O tamanho e a frequência do seu backup vão ser decisivos para se escolher o dispositivo de backup. Por exemplo, para alguém que tenha poucos arquivos, e acredite que um backup por semana esteja de bom tamanho, uma boa alternativa é usar DVDs, que custam menos de um tostão cada um e praticamente todo computador hoje já tem o equipamento para gravar e ler esses discos. Porém se a necessidade é de um backup diário, mesmo com poucos arquivos, gravar um DVD por dia pode se tornar um pouco caro, além de não ser conveniente para manipular e guardar tantos discos assim, além do tempo necessário para fazer as cópias.

 

Outras alternativas para backups são as fitas, como DDS ou DAT (160GB), DLT (160GB) ou LTO (1500GB). As fitas tem a vantagem de serem relativamente rápidas, são seguras, de fácil manuseio, reutilizáveis e já são há anos utilizadas como um padrão para esse fim. As principais desvantagens são o custo alto, tanto das fitas quanto do equipamento para as ler, e o fato de que o acesso dos dados nas fitas ser sequencial, ou seja, para se recuperar dados no fim da fita, o leitor perde tempo avançando até o final, o que impossibilita a manipulação dos arquivos de uma forma mais dinâmica.

 

 

Fitas de backup. Créditos: Robert Jacek Tomczak

 

Além das fitas, outra boa alternativa para backup são os HDs externos, que podem chegar a 2 terabytes ou mais. Normalmente não precisam de nenhum leitor especial (já existiram HDs como o Jazz da Iomega que usavam uma espécie de leitor) e podem ser usados na porta USB, Firewire ou e-SATA, dependendo do modelo. São rápidos, não são muito caros, são fáceis de usar, permitem acesso imediato a qualquer arquivo, e ao contrário das fitas, não precisam de um software especial para gravar e ler o backup. Porém os HDs são mais frágeis que as fitas, e necessitam de um cuidado maior para se manterem funcionando, como evitar impactos de qualquer natureza.

 

Há também as NAS, ou Network Attached Storage, que é um dispositivo composto de vários HDs conectados diretamente a uma rede de computadores. Esses dispositivos são caros, mas tem a vantagem de chegarem, através da adição de vários discos, a casa das centenas de terabytes, e até mais. Normalmente são utilizados apenas em empresas com um grande volume de dados.

 

Uma vez definidos qual a frequência do seu backup, conhecendo-se seu tamanho e já tendo em mãos o dispositivo em que o backup será armazenado, chegou a hora de definir a estratégia de seu backup. 

 

Para explicar as estratégias de backup de uma forma mais fácil, vamos imaginar que temos 50 GB de fotografias, e escolhemos fazer o backup diariamente em um HD externo de 500GB. Imagine que todos os dias, sejam copiados os 50GB para o HD. Além dessa operação demorar muito tempo, talvez até algumas horas, em 10 dias seu HD estará cheio, e será necessário ou apagar backups antigos, ou então providenciar um outro HD. Essa forma de fazer backup é chamada de Backup Completo.

 

Porém, se formos um pouco mais espertos, e em vez de todos os dias copiar os mesmos arquivos de novo e de novo, copiarmos apenas aqueles arquivos que foram alterados ou adicionados naquele dia? Certamente não vamos trabalhar com todas as fotos que temos armazenadas em um único dia, e teremos bem menos que 50GB para copiar. Isso significa que vamos copiar apenas o que foi alterado, incrementando a primeira cópia completa. A vantagem é que a cópia será muito mais rápida, vamos gastar menos espaço no HD externo, e por consequência vamos ter muito mais tempo até precisar limpar o HD ou troca-lo. A esse tipo de backup damos o nome de Backup Incremental.

 

Como nada vem de graça, o backup incremental tem uma desvantagem no momento de restaurar esses arquivos. Ao contrário do backup completo, onde é necessário apenas copiar novamente o que se deseja, com o backup incremental, o procedimento é fazer a restauração do último backup completo feito, e a partir dele, restaurar em ordem cronológica todos os backups incrementais. Perde-se muito mais tempo e trabalho do que num backup completo.

 

Há ainda o Backup Diferencial. Ele é um meio termo entre o backup completo e o incremental. Funciona da seguinte forma: Após um backup completo, a cada novo backup é feitNa a cópia de todos os arquivos alterados ou adicionados desde àquele primeiro backup completo. A vantagem é na hora da restauração: Basta restaurar o último backup completo e em seguida apenas o último backup diferencial e está pronto. A desvantagem é que os backups diferenciais vão ficando maiores e mais lentos do que os incrementais.

 

No próximo post vou abordar um exemplo de estratégia de backup e restauração

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