Backup: Cuide bem do seus arquivos – Parte 2

Continuando com o tema backup, vou abordar como colocar em prática os tipos de backup discutidos nesse outro post.

Apenas esclarecendo, o objetivo deste artigo é ser independente de tecnologia ou plataforma. Os conceitos que estão sendo apresentados servem na maioria dos sistema operacionais e programas de backup.

Um outro ponto importante em relação ao seu backup é o tempo de retenção, ou seja, o tempo que ele será guardado, que você terá a chance de “voltar atrás”. Muitas vezes acontece algum problema em um arquivo e não notamos imediatamente, e esse arquivo possa estar sendo copiado com problema no seu backup por algum período, o que inutiliza a sua cópia de segurança.

Dessa maneira, devemos balancear na nossa estratégia de backup, sua frequência e tipo, de maneira que para o determinado tamanho dos arquivos e dispositivo usado, o tempo de retenção seja o maior possível. Complicou? Nem tanto! A ideia é  montar uma estratégia de backup que permita que os arquivos sejam mantidos em cópia por um maior tempo possível.

Colocando na prática, se o backup é feito com um HD de 500GB, e cada backup completo ocupa 50GB, o máximo que conseguirá armazenar nesse HD será 10 backups, ou um período de 10 dias se assumirmos que esse backup é feito todos os dias. Porém se cada backup incremental for em média 2 GB, poderemos guardar 1 backup completo e mais 225 backups incrementais. Supondo que os backups sejam diários, isso é um pouco mais de 7 meses de arquivamento. Imagine só, em julho se você se lembrar que apagou um arquivo em janeiro ainda terá como recuperar!

Parece ótimo não é mesmo? Mas não são apenas flores. Conforme já abordado, para restaurar esse backup até o ponto mais recente, serão 225 restaurações de backups incrementais. Mas isso não é o pior de tudo. Quando o espaço no disco acabar, ao apagar o primeiro backup completo, todos os demais, por serem incrementais, não terão mais utilidade.

Para resolver esse problema, podemos definir que durante a semana faremos 1 backup completo e 6 backups incrementais. No nosso exemplo, isso somaria 62 GB por semana, o que com 500GB disponíveis, rende 8 semanas, ou dois meses de backup arquivado. Não é tanto quanto 7 meses, mas é bem melhor que os 10 dias iniciais, além de que numa eventual restauração, o máximo de operações que serão feitas são 7. E ainda há outra vantagem, já que ao completar o espaço em disco, podemos apagar a semana mais antiga por completo, e ainda teremos 7 semanas de backups arquivadas nesse disco.

Se nós tivermos a mão um segundo disco, teremos duas vantagens. Podemos alternar a cada backup completo o disco, levando um deles a outro local, o que nos dará uma segurança em caso de algum evento como incêndio, roubo, inundação, demolição, etc… E a outra vantagem é que nosso tempo de retenção irá dobrar.

Outra opção para dilatarmos o tempo de arquivamento é diminuir a frequência dos backups. Porém isso tem suas desvantagens como já foi explicado. Cabe a cada um analisar suas necessidades e pensar na melhor forma de realizar essa tarefa.

No próximo e último post sobre backups: aumentando a segurança dos dados com RAID.
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s